4 pilares da inteligência emocional: Quais são e como desenvolver?

conheça e aprenda como desenvolver os 4 pilares da inteligência emocional

O departamento comercial já descobriu a importância dos pilares da inteligência emocional e essa soft skill será cada vez mais valiosa. 

Uma pesquisa sobre a relação entre os pilares da inteligência emocional e desempenho de vendas foi realizada em 2015. Os resultados indicaram que a IE está positivamente relacionada às receitas de vendas.

Kidwell, Hardesty, Murtha e Sheng (2011) também descobriram que os vendedores de imóveis e seguros com maior IE geram maior receita anual de vendas e são melhores em reter clientes.

Em sua obra Emotional Intelligence, Goleman descobriu que a  inteligência emocional é responsável por 67% das habilidades consideradas necessárias para um desempenho superior em líderes.

Sendo 2x mais importante que o conhecimento técnico ou o QI.

A Pepsi Co. observou que executivos com alta inteligência emocional são 10% mais produtivos, têm 87% menos rotatividade, agregam US$ 3,75 mais valor à empresa e aumentam o ROI em 100%.

A AT&T realizou um amplo estudo de inteligência emocional da organização e descobriu que, em todos os níveis de gerenciamento, os funcionários com altos níveis de inteligência emocional são 20% mais produtivos.

Por isso, hoje vamos te mostrar os 4 pilares da inteligência emocional e como desenvolver cada um deles.

Vamos lá?

4 pilares da inteligência emocional para desenvolver e melhorar a vida pessoal e profissional

Os pilares da inteligência emocional são: autoconsciência, autogerenciamento, consciência social e gerenciamento de relacionamentos.

Os 4 pilares da inteligência emocional: autoconsciência, consciência social, autogerenciamento e gestão de relacionamento
Os 4 pilares da inteligência emocional

Abaixo, conheça melhor cada um dos pilares da inteligência emocional e algumas dicas para desenvolvê-los e aumentar sua inteligência emocional.

1 – Autoconsciência

O primeiro dos pilares da inteligência emocional está relacionado a estar ciente de suas emoções e reconhecer como elas se manifestam conforme surgem.

As emoções geralmente vêm em duas partes principais: 

Tabela com os componentes físicos e psicológicos que acompanham a autoconsciência - um dos pilares da inteligência emocional
Tabela com os componentes físicos e psicológicos que acompanham a autoconsciência – um dos pilares da inteligência emocional

Por exemplo, uma emoção como nervosismo pode ser uma mistura de certos pensamentos (“Não sou bom nisso” ou “Estou com medo de cometer um erro”) e certas sensações em nossos corpos (arrepios, taquicardia, suor frio, entre outros).

Como desenvolver esse pilar emocional

  • Teste sua autoconsciência: entre os mais conhecidos desses testes estão o Myers-Briggs e Predictive Index, mas todos têm como objetivo servir de ponto de partida para uma maior autoconsciência.

O que todos têm em comum é que não existem respostas certas ou erradas – eles são projetados para mostrar às pessoas um conjunto de características que os descrevem com mais precisão

  • Medite: a meditação é a prática de melhorar sua percepção, momento a momento.

A maioria das formas de meditação começa focando e apreciando a simplicidade de inspirar e expirar.

Você pode, por exemplo, separar alguns segundos para focar na respiração e se fazer algumas perguntas simples, como:

  • O que estou tentando alcançar?
  • O que estou fazendo que está funcionando?
  • O que estou fazendo que está me atrasando?
  • O que posso fazer para mudar?

Você também pode experimentar a técnica da consciência plena.

  • Anote seus planos: uma das melhores maneiras de aumentar a autoconsciência é anotar o que você quer fazer e acompanhar seu progresso.

Isso já foi praticado por muitas pessoas reconhecidas, como Benjamin Franklin. Ele mantinha um balanço dos ativos e passivos das suas características pessoais.

Ao registrar qualquer nova força, ele acreditava que poderia aprender com outra pessoa.

Já ao marcar as fraquezas percebidas por si mesmo, ele poderia avaliar melhor se sua personalidade estava realmente evoluindo com o tempo.

  • Peça feedback sempre: além de pedir feedbacks a amigos e familiares, faça isso também no trabalho. Feedbacks construtivos e formalizados nos ajudam enxergar melhor nossos pontos fortes e fracos.

2 – Autogerenciamento

O autogerenciamento, entre os pilares da inteligência emocional, é o que se relaciona ao gerenciamento das suas emoções e a busca de maneiras melhores ou positivas de expressá-las. 

Dependendo da situação, existem muitas estratégias diferentes que podemos usar para regular melhor nossas emoções.

Vamos vê-las a seguir.

Mas antes, lembre-se: quanto mais emocionalmente inteligente uma pessoa é, melhor será em responder a uma emoção que percebe em si mesma. 

Como desenvolver esse pilar da inteligência emocional?

  • Permaneça consciente dos seus sentimentos: prestar atenção em como você se sente no momento é o primeiro passo para um autogerenciamento mais eficaz de seu comportamento. 
  • Mantenha um diário: crie uma lista de situações ou eventos que geram emoções negativas, como raiva ou frustração.

Então, desenvolva e escreva uma forma para lidar com essas situações de um jeito positivo e eficiente. Sempre revise essas estratégias para estar preparado para colocá-las em prática.

  • Converse consigo mesmo: diga a si mesmo como é estar sob controle, focado e composto. Repita isso conscientemente todos os dias para que sua conversa se torne uma ação automática.
  • Lembre-se, você tem uma escolha: você tem a capacidade de escolher sua resposta a qualquer situação. Você pode optar por sair do controle em situações estressantes ou manter a calma.

3 – Consciência social

Existe uma grande diferença entre os nossos sentimentos e pensamentos, e as emoções e pensamentos dos outros.

A consciência social, nesse caso, é um dos pilares da inteligência emocional que nos ajuda a fazer essa distinção.

Ou seja, a consciência social é a capacidade de ver as coisas do ponto de vista de outra pessoa, considerando seus pensamentos e sentimentos individuais sobre uma experiência.

Claro que nunca vamos poder entender exatamente como outra pessoa se sente.

Mas é possível aprender sobre os pensamentos e sentimentos do outro, prestando atenção à forma como ele se comunica – seja verbal ou não verbalmente.

Como desenvolver esse pilar emocional?

  • Pratique a empatia: isso vai te ajudar a entender melhor o ponto de vista, o comportamento e os sentimentos do outro. Isso é fundamental para manter relacionamentos saudáveis e desenvolver sua inteligência emocional.

Além disso, também ajuda na comunicação, na solução de problemas, a ampliar seus horizontes e visualizar as situações de um modo diferente.   

Por exemplo, você está em uma fila em um supermercado. O caixa está demorando muito tempo para processar cada pedido e você começa a perder a paciência.

Um bom exercício é parar e tentar ver o lado do caixa. Ele pode ser um funcionário novo tentando aprender e não vai mais rápido simplesmente porque ainda não pegou a prática. 

  • Esteja ciente de suas emoções: pode ser difícil entender os outros se não podemos identificar e entender nossas próprias emoções.

Portanto, preste atenção aos seus sentimentos, o que pode tê-los motivado e aos sinais físicos que eles apresentam. 

  • Pratique suas habilidades de escuta e preste atenção ao jeito como você se comunica: muitos mal entendidos são resultado de uma escuta deficiente.

Quem não ouve direito o que é dito, acaba interpretando da forma errada e gerando confusão. Por isso, sempre priorize escutar de verdade o que estão te dizendo.

Crie o hábito – também – de confirmar se o que você entendeu foi o que a pessoa realmente quis dizer.

Igualmente importante é você próprio saber se comunicar bem, prestando atenção ao seu tom de voz, sua linguagem corporal e clareza ao falar. 

4 – Gerenciamento de relacionamentos

O gerenciamento de relacionamentos é o último dos pilares da inteligência emocional, onde respondemos às emoções das outras pessoas. 

Para um bom gerenciamento de relacionamentos, é preciso estar sintonizado com as emoções das outras pessoas, principalmente como elas respondem às nossas ações e comunicação.

Ou seja, a forma que nossas emoções afetam as outras pessoas assim como as emoções delas nos afetam.

Como quando, por exemplo, você entra em um lugar onde todos estão deprimidos ou muito agitados e começa a se sentir assim também, sem nem saber o porquê.

Como desenvolver esse pilar da inteligência emocional?

O mais importante é desenvolver sua consciência e habilidades nos três primeiros pilares da inteligência emocional. 

Ter consciência de suas emoções (autoconsciência) e ser capaz de gerenciar essas emoções (autogerenciamento) são habilidades essenciais que sustentam um bom gerenciamento de relacionamentos.

A consciência do que outros grupos ou indivíduos estão sentindo e o que levou a isso (consciência social) é essencial, pois aponta as possibilidades de respostas ou intervenções que você pode apresentar.

Portanto, para desenvolver sua capacidade de gerenciar relacionamentos, é importante avaliar suas habilidades em cada um dos pilares da inteligência emocional e se concentrar no que você pode fazer para melhorar cada uma.

Comece escrevendo as formas como você já desempenha bem cada habilidade.

Por exemplo, você pode sentir que não tem problemas em dar feedback a outras pessoas. Registre isso.

Em seguida, anote as áreas que precisam ser desenvolvidas na sua inteligência emocional, um aspecto que precisa ser aprimorado em cada habilidade. 

Usando o mesmo exemplo, você pode admitir que, embora dar feedback a outras pessoas seja fácil, receber não seja seu forte.

Sua área de desenvolvimento deve ser, então, aprender a usar um feedback recebido para evoluir. 

Então, liste pelo menos duas ações que podem te ajudar desenvolver essa área. Existem várias formas de fazer isso.

Por exemplo, você pode:

Por fim, escolha uma ou mais competências nas quais você gostaria de trabalhar e coloque o plano de ação em prática.

Conclusão

Desenvolver os pilares da inteligência emocional é uma jornada onde precisamos desenvolver, um a um, todos os aspectos envolvidos.

Se você está tentando aprimorar essa soft skill, tenha em mente que esse processo não é automático. Você não vai se tornar emocionalmente inteligente da noite para o dia.

Dando um passo de cada vez, trabalhando cada característica com paciência, você vai – ao longo do tempo – evoluindo e melhorando.

Aproveite as dicas desse artigo para te orientar nessa missão e tenha perseverança, que os resultados vão aparecendo.

Sucesso!

Jéssica Muller   <i class="fab fa-linkedin"></i>
Jéssica Muller  

Mãe, sagitariana, geek e apaixonada por leitura (leio 150 livros por ano). Pode me chamar de príncipe dos Sayajins.

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