O que é neuromarketing?

neuromarketing

Entenda o que é neuromarketing e qual importância de aplicá-lo no seu negócio

Você sabe dizer o quanto seu produto impacta as pessoas? Não seria incrível poder entrar na mente do seu cliente e entender porque uma campanha é mais assertiva que a outra?

Neuromarketing não é uma moda, e vamos desconstruir essa ideia aqui. 

O Neuromarketing

O marketing se juntou com a neurociência para entender a jornada do consumidor e quais são os principais estímulos que despertam, desejo, necessidade e urgência. 

O propósito do neuromarketing é entender melhor o que leva um consumidor a escolher um determinado produto, serviço ou marca

O neuromarketing explodiu na década de 90 a partir do interesse de alguns profissionais de marketing pela psicologia, pelas mensagens ‘subliminares’ por detrás das grandes marcas e pelos processos de tomada de decisão por parte dos consumidores. 

Com base na utilização de alguns recursos como ressonância magnética, por exemplo, eles puderam analisar a resposta do cérebro aos estímulos de marketing, tornando o planejamento das ações de comunicação das marcas, muito mais eficaz. 

A partir dessas pesquisas, os cientistas puderam constatar algo muito importante: nós nem sempre falamos o que o nosso cérebro sente!

Isso acontece porque quando vamos dar uma ‘resposta’ ou uma ‘opinião’, somos controlados por uma parte lógica do cérebro. Ao mesmo tempo, o lado emocional é controlado por outra parte e, muitas vezes, nos dão respostas inconscientes. 

De uma maneira geral, é como se o nosso cérebro estivesse em conflito, uma parte diz uma coisa e a outra parte diz outra. E, apesar de parecer um problemão bem confuso, os cientistas entenderam que a parte da emoção é quem acaba levando a melhor. 

Como funciona nosso cérebro?

Vamos falar sobre a Teoria do Cérebro Trino que foi desenvolvida nos anos 70 pelo neurocientista Paul D. MacLean. 

MacLean, defende a hipótese de que nós temos o cérebro dividido em 3 unidades funcionais distintas. E que cada uma é representada por um extrato evolutivo do Sistema Nervoso dos Vertebrados.

Segundo sua teoria, o cérebro humano seria composto por três sistemas interdependentes, porém distintos:

1. Cérebro Reptiliano é o primeiro nível de organização cerebral e é capaz de promover reflexos simples. É conhecido também como ‘cérebro instintivo”, que tem como principal característica a garantia da sobrevivência, além de regular algumas funções primárias como fome, sede, entre outras.  

2. Cérebro Límbico ou Cérebro Emocional, é o segundo nível funcional do sistema nervoso, é responsável por controlar o comportamento emocional e as sensações dos 5 sentidos. Nele encontramos partes importantes do Cérebro, como: hipocampo, responsável pela memória.  

3. Neocórtex, conhecido como Cérebro Racional é o que diferencia o ser humano dos demais animais. Segundo MacLean, é apenas pela presença do neocórtex que o ser humano consegue desenvolver o pensamento abstrato e tem capacidade de gerar invenções. No Neocórtex se localizam, os lobos cerebrais, que controlam todas as nossas interações sociais e nos dão capacidade de pensamento e razão. 

Mas, porque entender essa divisão é importante para o neuromarketing?

Bom, porque é com a ajuda das principais tecnologias da neurociência que conseguimos identificar quais são os estímulos que acionam cada uma das partes do nosso cérebro. Com isso, os profissionais de marketing podem entender de que forma os consumidores captam o seu produto ou serviço.

É com base nesses dados que surge a possibilidade de traçar estratégias direcionadas que estimulem determinadas regiões do cérebro gerando o impacto desejado, promovendo muito mais eficiência nas suas atividades de divulgação e geração de valor de produtos e serviços.

cta marketing digital

Caso Coca-Cola x Pepsi

O caso mais famoso em neuromarketing é das marcas concorrentes, Coca-Cola e Pepsi. Foi proposto um estudo que reuniu cerca 67 pessoas com um objetivo bem simples: tomar as duas bebidas e escolher qual era a  melhor. Sem saber qual a marca que haviam ingerido, a maioria das pessoas preferiu a Pepsi. Foi aplicado um segundo teste, informando uma das marcas que seriam degustadas e neste caso, as pessoas preferiram a Coca-Cola.

O que podemos perceber com isso: quando as pessoas sabiam qual marca estavam consumindo, o córtex pré-frontal era ativado. E quando tinham conhecimento de uma das marcas, houve um aumento de atividade nas regiões cerebrais ligadas às emoções positivas. Ou seja, saber a marca do refrigerante que bebiam influenciou o comportamento dos participantes. E isso pode ter ocorrido justamente por conta da publicidade e de como a Coca-Cola se posiciona em seu mercado de atuação. 

Resumindo: as duas áreas diferentes do cérebro foram ativadas no momento da degustação. Porém, a emoção acabou ganhando da razão e a Coca-Cola foi a preferida entre os participantes. Por isso os profissionais de branding acreditam cada vez mais que o caminho é mexer com as emoções e sensações das pessoas para conquistá-las.

Conclusão

Por conta de cases como esse, fica cada vez mais claro que o mundo do neuromarketing é eficaz. 

Agora que você já sabe que as pessoas são estimuladas pelas emoções, você precisa usar da lógica para atingi-las. É muito importante estar antenado às mudanças no comportamento do consumidor. Porém, mais importante ainda, é estar ciente que ao emocionar as pessoas você terá mais chances de estar na memória delas.

Toda marca precisa contar histórias a fim de gerar estímulo no cérebro dos clientes. No mercado, somos bombardeados por propagandas a todo segundo, e, para conseguir se diferenciar, é preciso trabalho, investimento, estratégias e muita criatividade. 

Se você trabalha com outbound marketing ou marketing digital, você precisa conhecer os gatilhos certos para estar na memória do seu público.

Camila Fontanella     <i class="fab fa-linkedin"></i>
Camila Fontanella  

Sou natural de Floripa-SC, mais conhecida como a Ilha da Magia, graduanda em Psicologia pela UniDomBosco PR, especialista na área comercial com mais de 7 anos de atuação. Atuei como Customer Success na Leads2b e hoje, como Coordenadora de Customer Marketing, sigo com o objetivo de ajudar nossos clientes na estruturação dos processos comerciais. Amo uma piscininha e sou viciada em séries (de fantasia).

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