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Benchmarking: entenda tudo sobre essa estratégia

Benchmarketing

Benchmarking é uma técnica que permite melhorar processos, produtos e serviços através da comparação com outras organizações do mesmo setor ou do mercado mais amplo. Essa técnica, envolve analisar oque melhor desempenha em determinadas áreas, para entender o que compões as boas-práticas de empresas bem-sucedidas e aplicar essas internamente. 

A prática favorece a melhoria contínua, identifica oportunidades de aprimoramento, reduz custos e direciona esforços para de forma que seja promovida a satisfação e fidelização do cliente. Ao implementá-la de forma regular, as empresas podem criar um ciclo de melhoria constante em suas operações e estabelecer metas mais claras de negócios.

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O que é benchmarking?

Para quem ainda não sabe o que é benchmarking, trata-se do processo de comparar sua própria organização, suas operações/processos com outras organizações em seu setor ou no mercado mais amplo. Ele pode ser aplicado a qualquer produto, processo, função ou abordagem nos negócios. 

Ao estudar empresas referências em seu setor, analisando o que faz esse desempenho superior e comparando esses processos com a forma como sua empresa opera, você pode implementar mudanças que trazem melhorias significativas. Isso pode significar ajustar os recursos de um produto para corresponder melhor à oferta do concorrente.

Uma pesquisa da APQC com o IBM Institute for Business Value revelou que executar uma estratégia de benchmarking é considerado vital para a gestão estratégica de uma organização. Sendo aplicada por diferentes razões, entre elas, identificar melhorias, estabelecer metas e comparar desempenho.

“Avalie seu desempenho em relação aos seus melhores concorrentes. Pense em como você pode vencê-los da próxima vez.”


Brian Tracy

Tipos de benchmarking

Empresas de todos os tipos usam benchmarking para ajudar a cumprir as metas de desempenho, manter o controle sobre métricas importantes e continuar crescendo e melhorando. Entretanto, não existe somente uma forma de colocar esta estratégia em prática. Listamos a seguir os 5 principais tipos de benchmarking que podem te ajudar:

Algumas das categorias de benchmarking

Benchmarking Competitivo

“O que uma empresa mais precisa para suas decisões – especialmente as estratégicas – são dados sobre o que acontece fora dela. Somente fora de uma empresa existem resultados, oportunidades e ameaças. ” 


Peter Drucker

Este tipo de comparação foca em seus próprios processos e métricas a partir dos seus concorrentes diretos. Essa abordagem é um pouco mais complicada, porque requer acesso a informações do setor ou dados específicos da empresa — que podem não estar disponíveis, a menos que a outra empresa tenha concordado em compartilhá-los com você. 

Apesar de ser um pouco mais complicado, esta categoria é extremamente valiosa. Afinal, pode apontar exatamente por que um concorrente está tendo sucesso ou o que impulsiona a satisfação do cliente em seu setor. O que te ajuda a entender melhor onde sua empresa se encaixa no mercado de maneira mais ampla e identificar fraquezas e oportunidades.


Benchmarking Genérico

Esse tipo de comparação, deve envolver a coleta e comparação de informações qualitativas sobre como uma atividade é conduzida, considerando pessoas, processos e tecnologia. Ou seja, ela apresenta uma abordagem padrão para reunir e comparar dados como o mapeamento de processos, por isso o chamamos de “genérico”. Geralmente o foco dessa tática é apontar onde estão os gargalos e as melhores práticas que a organização pode aplicar e melhorar a produção independente do alvo.


Benchmarking Performático

Outra forma importante de benchmarking está relacionada ao desempenho dos negócios. Ao rastrear métricas e indicadores-chave de desempenho (KPIs), as equipes podem continuar a comparar os resultados anteriores aos padrões atuais, atualizando constantemente o padrão para melhorar o desempenho. Este tipo foca em melhorar as funções-chave do negócio ao longo do tempo.

Benchmarking Interno

Em poucas palavras, é quando você compara um processo/tarefa a outro semelhante na sua própria empresa. Isso requer a capacidade de rastrear métricas para esses dois sistemas ou departamentos compatíveis – ​​para que os KPIs possam ser avaliados e comparados.

Esse tipo de benchmarking é eficaz porque ajuda a definir e cumprir padrões em todos os níveis, estabelecendo consistência. Além de garantir que cada departamento seja o mais eficiente possível. As 3 principais vantagens de implementar essa categoria na rotina da sua empresa são:

  • Acesso facilitado a dados e informações confidenciais 
  • Dados padronizados estão frequentemente disponíveis 
  • Requer menos tempo e menos recursos.

Benchmarking Cooperativo

Em sua abordagem cooperativa, a técnica requer que as empresas procurem parceiros de diferentes setores de negócios ou áreas de atividade para encontrar maneiras de melhorar funções ou processos de trabalho semelhantes. A prática desta modalidade de benchmarking é excelente para alcançar e implementar melhorias significativas na sua área.

Benchmarking: entenda tudo sobre essa estratégia 1

Princípios do benchmarking

Como vimos, o benchmarking envolve olhar para fora (de um determinado negócio, área, setor ou região) para examinar como os outros alcançam seus níveis de desempenho e compreender os processos que eles usam. Dessa forma, a técnica ajuda a explicar os processos por trás de um bom desempenho. 

Quando as percepções obtidas a partir desse exercício são aplicadas corretamente, trazem melhorias em funções críticas ou em áreas-chave do negócio. Se formos listar os “pilares” para aplicação do benchmarking, podemos dizer que envolve alguns pontos fundamentais:

Reciprocidade, comparação e adaptação são os 3 pilares do benchmarking
Reciprocidade, comparação e adaptação são os 3 pilares do benchmarking

1° Princípio: Legalidade

É importante que as informações e dados coletados estejam de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa lei determina que, caso você esteja coletando dados pessoais, eles precisam servir a uma finalidade específica. Isso significa que você deve ter um motivo para coletá-los — e essa razão precisa ser interessante ao cliente. 

Em outras palavras, precisa servir ao interesse exclusivamente do cliente — e não o da sua empresa. Se você ainda não entende bem sobre a LGPD, o material abaixo vai te ajudar a ter uma ideia mais clara sobre essa lei. É só clicar na imagem para fazer o download gratuitamente:

Saiba tudo sobre a LGPD

2° Princípio do benchmarking: Reciprocidade

Principalmente no modelo cooperativo, as informações e dados devem ser compartilhados de igual maneira – e precisam refletir a realidade. Manter a transparência e a honestidade garante um benchmarking realmente valioso, que beneficia a todos e cria um relacionamento de respeito mútuo, confiança e colaboração.

A ideia é que, ao compartilhar esses dados, as empresas entendam como melhorar e obter o máximo desempenho, além de fornecer as melhores soluções para seus clientes. Vale lembrar que as informações devem ser protegidas pela confidencialidade – visto que a prática visa a evolução através da análise dos dados, não o prejuízo a um concorrente.

3° Princípio: Comparação

Os dados e informações extraídos das outras empresas (ou outro setor da sua própria empresa) devem ser comparados. Por exemplo, você pode comparar o desempenho do departamento de vendas com o de pós-vendas. Ou até mesmo da área de marketing e a de vendas.

No caso da modalidade competitiva, compara-se o desempenho em vendas de determinada empresa líder no seu segmento com o desempenho da sua organização. Então, você pode entender a razão que leva a outra empresa a ter melhores resultados que a sua – ou por que a área de vendas está tendo melhor desempenho que o de pós-vendas.

4° Princípio: Adaptação

As empresas – mesmo as de mesmo ramo – têm suas particularidades, e isso deve ser considerado. O mesmo vale para diferentes áreas da empresa. Ou seja, nem todas as estratégias, técnicas e processos poderão ser replicados. Até porque a ideia não é copiar, mas sim gerar insights de como sua empresa pode melhorar em seu contexto específico.

Importância do benchmarking

“O sucesso de nossa empresa sempre foi impulsionado por nosso compromisso com o benchmarking constante – comparando nosso trabalho com o melhor do mundo e aprendendo com ele.”


 Bill Gates, co-fundador Microsoft

Fazer benchmarkings regulares permite às empresas identificar quaisquer áreas potenciais de melhoria internamente. Ao observar as companhias mais eficazes e eficientes no nicho da sua empresa, você tem a oportunidade de analisar se e como elas são mais eficientes — e usar essas informações para apoiar as melhorias de sua empresa.

Também permite que você estabeleça metas de negócios mais claras. Afinal, entender por que a concorrência está tendo sucesso te dá uma visão importante que permite criar metas mensuráveis ​​ao definir o sucesso, desenvolver estratégias inovadoras para causar impacto e monitorar efetivamente seu progresso em relação a cada meta ao longo do tempo.

Por fim, a técnica permite identificar áreas a serem aprimoradas, para alinhar sua empresa com o crescimento e o sucesso de outras organizações em seu nicho. Pois, ao avaliar o que outras empresas estão fazendo para ter sucesso, você pode desenvolver um plano para impulsionar o desempenho do seu negócio e aproveitar novas oportunidades.

Benefícios do benchmarking

O benchmarking não é um exercício único. Para que a empresa realmente se beneficie dele, deve se engajar em medições consistentes e contínuas de suas principais atividades. Só assim é possível garantir que se está avançando em direção aos objetivos estabelecidos. Dito isso, as empresas que fazem dele uma prática regular podem:

Cria um ciclo de melhoria contínua em suas operações internas

Com base nas descobertas proporcionadas pela técnica, as empresas podem implementar mudanças estratégicas e operacionais, implementando uma melhoria contínua em suas operações internas. Isso pode incluir a adoção de novos processos, aprimoramento de produtos ou serviços, otimização de custos e investimento em tecnologia. O ciclo de melhoria contínua é sem dúvida um dos processos mais importantes dentro de uma organização.

Aponta o que está funcionando e o que não está 

Ao realizar uma análise e a comparação do desempenho passado de sua empresa, é possível identificar tendências e padrões que você pode não ter notado enquanto estavam acontecendo. Observar esses dados fornece uma imagem clara de quais comportamentos e práticas melhoram os resultados gerais dos seus negócios — e quais não.

Permite adaptar práticas da concorrência 

Quando você estuda sua concorrência, começa a entender o que ela está fazendo que a torna bem-sucedida — e também as áreas em que falham. Ao adaptar as melhores práticas dos concorrentes às necessidades da sua empresa e se desviar do que os clientes não gostam, você pode otimizar sua posição no mercado e atrair melhor seu público-alvo.

Reduz custos através do aumento da eficiência 

O benchmarking geralmente é principalmente usado para melhorar o desempenho através da eficiência. E não seria para menos, afinal, cortar desperdícios em seus processos — sejam custos monetários ou em tempo e esforço gastos — ajuda sua empresa não apenas a otimizar suas operações como também a reter mais de sua receita.

Promove a satisfação e fidelização do cliente

A coleta contínua de feedback e dados de clientes (seus próprios ou do público-alvo da sua marca) fornece uma visão mais ampla sobre o que eles gostam e o que não gostam — e o que você pode fazer para manter seu negócio competitivo. Nesse sentido, fazer benchmarking ajuda a melhorar várias áreas das operações de negócios, simplesmente medindo o progresso e fornecendo uma meta clara a se alcançar.

As 5 fases do processo de benchmarking + infográfico

Um benchmarking de sucesso, independentemente de sua categoria, precisa ser orientado de forma estruturada. Buscamos listar aqui as 5 fases para um processo completo são essas: 1) planejamento, 2) extração de dados, 3) análise, 4) adaptação e 5) implementação.

Vamos falar mais detalhadamente sobre cada etapa de aplicação? Confira mais detalhadamente cada fase no passo a passo a seguir:

5 fases do benchmarking
5 fases do benchmarking

1) Planejamento

O primeiro passo para a aplicação bem-sucedida do benchmarking é destacar os pontos que serão utilizados como referência. E também, quais técnicas utilizadas no mercado são mais interessantes e podem agregar mais ao seu negócio, quando aplicadas nos setores que precisam de melhorias. Então separe um tempo para analisar seus concorrentes e definir quais serão suas métricas de referência.

Se for realizar um benchmarking competitivo, lembre-se também de refinar os critérios na hora de escolher as empresas que quer analisar. Já no caso de efetuar um interno, não esqueça de comparar áreas compatíveis, como marketing e vendas. Para então, definir os dados que você irá analisar e coletar. 

2) Extração de dados

Nesse estágio, você deve escolher quais técnicas e os KPIs que serão coletados e avaliados. Por exemplo, taxas de conversão, velocidade do ciclo de vendas, taxa de cancelamento, etc.
Você pode optar por diversas técnicas de análises de mercado, por exemplo: State of Sales para vendas, Metlife Employee Benefits Trends Study para capital humano, State of Marketing Report, para marketing.

Como pode ver, existem diversas técnicas que podem ser usadas. Uma pouco explorada, é o bechmarking cooperativo. Caso tenha interesse você pode explorar mais nessa página. Ela reúne empresas que compartilham suas informações visando o crescimento saudável e contínuo. Outra alternativa viável é buscar parceiros para compartilhar informações relevantes e criar uma rede de compartilhamento de dados.

Lembre-se de sempre buscar a melhor fonte possível para extrair e comparar dados!

Por fim, se for investir no benchmarking interno, lembre-se que as opiniões das suas equipes e de seus clientes também são sua fonte de dados e utilizando um bom sistema de CRM, por exemplo, algumas informações podem ser reunidas e analisadas de forma automática.

3) Análise dos dados

Uma vez coletados os dados e informações, você precisa fazer uma análise profunda e completa para encontrar os padrões e oportunidades. Se você tiver um profissional minerador de dados, deixe a análise sob a responsabilidade dele. 

Caso não conte com este profissional, nada melhor do que contratar um especialista nesse momento — nem que seja freelancer. Então, uma vez com os dados e informações necessárias em mãos, separe o que é aplicável e relevante para sua empresa e o que não é.
Identifique onde os processos e estratégias das outras empresas diferem daqueles utilizados pela sua empresa e o que você pode melhorar a partir dessas observações. 

4) Adaptação

À esta altura, você já sabe o que os dados dizem, para quais gargalos e oportunidades eles apontam. Agora, é o momento de priorizar as estratégias que vão te ajudar a impulsionar seus resultados e que trazem maior retorno sobre o investimento (ROI). Quer entender melhor esse conceito? Assista o vídeo abaixo:

O que é #ROI?

Entenda o conceito de ROI

Não esqueça de trazer a equipe para conversar sobre essas adaptações. Afinal, todos devem estar cientes das mudanças que serão feitas e entender o motivo por trás dessa decisão. Além disso, no estágio de adaptação, você também precisa definir um escopo que aborde: 

  • Ações e tarefas que serão modificadas
  • Cronograma das melhorias
  • Objetivo final
  • Listagem com todos os envolvidos e seus papéis no projeto
  • Investimento necessário em cada estágio das melhorias
  • Mapa de riscos e planos de contingências.
Use nossa calculadora de ROI para otimizar o cálculo da métrica

5) Implementação de Benchmarking

Com as mudanças devidamente priorizadas e as equipes alinhadas aos objetivos dessas mudanças, é hora de colocar as melhorias em prática. É muito importante não deixar de acompanhar os efeitos delas para entender se estão de fato trazendo resultados positivos e agregando real valor ao negócio. Para fazer esse acompanhamento, você pode usar o método PDCA:

Sempre que sua análise denunciar problemas, corrija-os e vá ajustando o curso conforme as coisas forem acontecendo. Quando seus resultados forem totalmente (ou em sua maior parte) positivos, você deve reiniciar o ciclo, encontrando novas oportunidades de melhorias.

Como fazer o benchmarking em 5 passos

“Seja número um ou número dois em seu setor; caso contrário, o melhor é fazer o benchmarking, pois a mediocridade é insuportável”.
Jack Welch – ex-CEO General Electric (GE)

Vamos falar sobre as cinco etapas fundamentais envolvidas na estratégia de benchmarking! Essas etapas devem ser adaptadas, considerando fatores diversos, entre eles, as políticas do seu negócio, a disponibilidade de recursos e do projeto (ou processo) com o qual você está lidando:

5 fases do benchmarking
5 fases do benchmarking

1 – Escolha entre 1 a 3 empresas concorrentes para monitorar

Em um primeiro momento, se você não limitar as empresas que vai analisar, pode perder o foco, além de tornar o processo longo e confuso. Portanto, separe até 3 empresas — de preferência concorrente direta — e concentre-se nelas. Em seus próximos benchmarkings, você pode selecionar empresas que sejam concorrentes indiretas da sua marca. Tente buscar um concorrente mais próximo, e outros 2 que sejam referência para você, assim você tem uma “escada” para sua evolução.

2 – Defina os indicadores de análise (qualitativos e quantitativos)

Para que os dados signifiquem alguma coisa, eles precisam ser contextualizados em indicadores. Afinal, nosso objetivo é transformar dados em informação e informação em entendimento. Então, ao definir os indicadores (KPIs), lembre-se que eles seguem 3 princípios básicos:

Considere estes pontos ao definir os indicadores do seu benchmarking
Considere estes pontos ao definir os indicadores do seu benchmarking

3 – Colete os dados para análise

Após a definição dos indicadores, chegou a hora de partir para a ação coletando dados — lembrando que eles precisam ser obtidos de forma idônea e seguindo o compliance. Você pode usar como fontes de dados sites como os que mencionamos anteriormente, além de algumas ferramentas específicas, dependendo do seu objetivo:

  • Datanyze: análise de plataformas, trazendo trechos de código que indicam integrações e plugins utilizados nos sites dos concorrentes
  • Builtwith: expõe as tecnologias que estão sendo utilizadas nos sites da concorrência
  • Crunchbase: ideal para explorar as tendências do seu segmento, além de investimentos e notícias sobre seus concorrentes
  • Datafox: identifica quais das mais de 14.000 soluções de tecnologia seu concorrente está utilizando
  • Mattermark: apresenta perfis de empresas, pessoas-chave e sinais de crescimento em seus concorrentes
  • Reclame Aqui: pode ser útil para entender os principais gargalos que os concorrentes não cobrem — e que podem ser utilizados como oportunidades pela sua empresa
  • YouTube: lá, você pode encontrar demonstrações ou apresentações de produtos da concorrência
  • Similarweb: compara o tráfego de sites, permitindo que você compare seu desempenho em relação aos concorrentes
  • Leads2b: pesquisando por segmento, região, rua e muitos outros filtros, você pode descobrir quantas empresas estão concorrendo diretamente com a sua.

4 – Compare e analise as informações

Após reunir todas as informações, é indispensável que você as compare com os resultados e dados da sua própria empresa. Somente assim é possível entender exatamente quais são os pontos que precisam ser melhorados e quais ações seu negócio já está realizando com sucesso.

Lembrando que, aqui, você deve focar exclusivamente nos dados e deixar qualquer intuição de fora. Não adianta ter uma visão pessimista ou otimista sobre o que está acontecendo. Aceite o que os dados estão te mostrando e trabalhe para melhorar o que for preciso. 

5 – Identifique pontos altos e baixos

Busque documentar todas as conclusões às quais os dados te levaram e trabalhe nelas, sempre sabendo priorizar o que vai ter um impacto positivo maior para a empresa. Mesmo que seja atraente focar em apenas um problema, se ele trouxer menos impacto positivo do que impulsionar um resultado que já está bom — mas pode ser melhor — faça isso.

Casos de uso do benchmarking nas diferentes indústrias

Abaixo, confira alguns exemplos de como empresas de diferentes indústrias aplicaram o benchmarking para melhorar seus negócios. Vamos ver como a Toyota desenvolveu o Lean Manufacturing, o que o McDonald’s fez para entender o caminho para o sucesso em franquias e como a Apple adaptou seus serviços de atendimento ao cliente, analisando o desempenho de uma renomada loja de departamentos. Conheça melhor esses exemplos:

3 exemplos reais de benchmarking

Case Toyota

Durante a década de 1950, a Toyota estudou os processos de produção da Ford — sobretudo o sistema de produção em massa — e identificou maneiras de melhorá-lo, criando o sistema Lean Manufacturing. Como resultado, reduziu desperdícios, aumentou sua eficiência e melhorou sua qualidade, tornando-se uma das montadoras mais bem-sucedidas do mundo. 

O que aprendemos disso? Ao estudar os processos de produção das principais concorrentes e até mesmo de empresas de outros setores, mas com operações eficientes, podemos identificar oportunidades de reduzir o tempo de ciclo, otimizar o layout da fábrica e implementar melhores práticas de gestão de estoque, por exemplo. O que resulta em uma produção mais ágil, redução de custos e aumento da satisfação do cliente.

McDonald’s e sua revolução

O McDonald’s é um exemplo de como a técnica pode ser usada para padronizar processos e garantir consistência empresarial em escala global. A marca criou seu famoso sistema de franquias após estudar o modelo de negócios da rede de restaurantes White Castle na década de 1950. 

Após refinar e adaptar as práticas aplicadas pela rede White Castle, para suas próprias operações, o McDonald’s conseguiu desenvolver um sistema completamente novo e altamente eficiente de restaurantes padronizados, com processos de produção de alimentos consistentes, reconhecido em todo o mundo, se tornando um case de sucesso.

Case Apple 

A Apple é conhecida pelo design inovador e tecnologia de seus produtos, mas também quando pensamos em suas lojas a experiência não deixa a desejar. Isso porque em sua fundação foi usado benchmarking para aprimorar suas operações. 

A empresa estudou a fundo os processos de atendimento ao cliente da Nordstrom, uma renomada rede de lojas de departamento. Tudo isso para melhorar a experiência do cliente em suas próprias lojas, e com isso, conseguiu criar uma base de clientes leais além do digital e aumentar as vendas de seus produtos.

Tendências e inovações no benchmarking

Buscando sempre olhar para o futuro, queremos falar sobre as tendências em benchmarking, que envolvem fatores como a digitalização e a análise de big data, entre outros. Vamos explorar como essas tendências estão moldando a estratégia e as inovações tecnológicas que estão facilitando esse processo:

Digitalização e coleta de dados

Uma das mais impactantes inovações em benchmarking, a digitalização tem facilitado a coleta de uma quantidade cada vez maior de dados de diversas fontes. Com ferramentas digitais, as empresas podem monitorar continuamente o desempenho de concorrentes e referências do setor, permitindo uma análise em tempo real das práticas e resultados de outras organizações, é importante ter uma ferramenta ou metodologia de acompanhamento de concorrentes.

Análise de Big Data

A análise de big data nem sempre é possível para todos, mas ela viabiliza o processamento e análise de grandes conjuntos de dados complexos. Com ela, as empresas podem extrair insights valiosos sobre o desempenho próprio e dos concorrentes, comportamento do cliente e preferências de mercado, fornecendo uma compreensão mais profunda do desempenho das empresas, padrões e tendências. Cada vez mais ferramentas disponibilizam esse tipo de análise de mercado, que tem se tornado cada vez mais valioso.

Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning

Cada vez mais presente em nosso dia-a-dia, essas tecnologias podem identificar correlações complexas nos dados, prever tendências futuras com base em padrões históricos e até sugerir estratégias de melhoria baseadas em insights gerados automaticamente. Poder contar com uma IA durante a análise de dados, se tornou um diferencial para empresas, podendo até mesmo automatizar tarefas repetitivas, liberando recursos humanos para atividades mais estratégicas. Se sua equipe ainda não conta com o poder de uma IA, pode ser o momento ideal para começar a investir em uma.

Nossa conclusão sobre benchmarking

O benchmarking é uma prática comum e um exercício estratégico diário, para estabelecer linhas de base, definir as melhores práticas, identificar oportunidades de melhoria e criar um ambiente competitivo na sua empresa. Implementá-lo traz dados valiosos, que incentivam a discussão e geram novas ideias e práticas. Sem falar que a técnica pode ser usada para ajudar sua empresa a avaliar e priorizar oportunidades de melhoria. 

Mas, lembre-se: ela não deve ser considerada um exercício isolado. Para ser eficaz, precisa tornar-se parte integrante de um processo de melhoria contínua, buscando alinhamento às melhores práticas do mercado.

Além disso, você pode fortalecer sua estratégia de benchmarking com uma ferramenta completa: A Leads2b! Mais que monitorar seu mercado, você prospecta clientes, automatiza processos, conta com uma gestão completa e um pós-vendas impecável. Converse com nossos especialistas e saiba tudo que a Leads2b pode fazer pela sua empresa.

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16 comentários em “Benchmarking: entenda tudo sobre essa estratégia”

    1. Oiee, Janio! Ficamos felizes que este conteúdo esteja te ajudando 😀 Continue acompanhando nosso blog: toda semana lançamos artigos novos 😉

    1. Olá, Rafael! Ficamos felizes que tenha gostado do conteúdo 😀 Continue acompanhando nosso blog para saber tudo sobre vendas B2B 😉

    1. Obrigada, Marcelo! Fico feliz que você tenha curtido o conteúdo 😀 Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro do universo das vendas B2B 😉

    1. Fico muito feliz que você tenha gostado do conteúdo e que ele tenha te ajudado a entender mais sobre o assunto 😀 Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro das novidades do universo das vendas 😉

  1. Boa tarde Jessica…
    Sou consultor na área e gastronomia. Fique muito feliz de encontrar a sua publicação, pois só ter lei do, conseguiu me ajudar muito a encontrar uma solução interna em muitas das nossas operações gastronômicas.
    O novo palco com o que nos encontramos no mundo nas unidades de gastronomia fazem com sejam implementadas novas ferramentas para ter visão macro, evitando que a grama não nos deixe ver o bosque.
    Lhe desejo muito sucesso na sua caminhada.
    Parabéns…!!!
    Carlos Perez

    1. Olá, Carlos! Tudo bem? Fico muito feliz que meu conteúdo tenha te ajudado!! Muito obrigada – e muito sucesso para você também 😀 Ah, continue acompanhando nosso blog para se manter por dentro do mundo de vendas e do mercado 😉

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